Trabalho de Parto: Fase latente

Após falarmos sobre os pródomos, vamos seguir nas postagens sobre as fases do trabalho de parto.

E no post de hoje é sobre a fase latente.

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Depois dos pródomos, o parto se encaminha para a fase latente, período em que as contrações são suportáveis e têm intervalos irregulares.

A fase latente é comparada com a maré: quando ela sobe, vem uma onda mais forte, mas na sequência vêm ondas mais fracas e aos poucos a maré vai subindo até chegar à fase ativa do trabalho de parto. As contrações ainda são bem tranquilas. A grande maioria das mulheres descrevem a contração da fase latente como uma cólica menstrual. A mulher sente a contração como um desconforto menstrual, que vem com intervalos. Durante um tempo ela sente a contração da barriga ficar dura e a cólica, e após alguns minutos ela sente de novo.

A contração dura de 30 a 50 segundos, em média. Em teoria, o que acontece na fase dos pródomos e na fase latente não é a dilatação do parto, mas uma preparação do colo. Por isso, a dilatação costuma ser lenta e gradual e para muitas mulheres e imperceptível nesse início, principalmente até os três centímetros. Pode-se dizer que até os seis centímetros de dilatação a mulher ainda está na fase latente.

As contrações são responsáveis por empurrar a cabeça do bebê sobre o colo do útero, produzindo a dilatação, e também por enviar um sinal para o bebê de que é hora de se preparar para nascer, e ajudá-lo a se posicionar para sair. É uma contração em que a mulher consegue continuar conversando, considera-se como uma contração de fase latente, porque a grande maioria das mulheres, quando entra na fase ativa, não conseguem. Outro sinal de fase latente é que as mulheres, após passarem pela contração, conseguem fazer outras coisas, conseguem conversar, dormir, ver filme, fazer um bolo, conseguem fazer várias coisas nos intervalos, porque eles são longos, as contrações não são tão fortes.

A fase latente é um momento muito interessante, pois é muito cedo para ir para a maternidade, as dores são suportáveis, e o casal está em casa, sabendo da chegada iminente do bebê. Muita coisa acontece neste momento. É um momento em que muitos casais aproveitam para se reconectar, se abraçam, se emocionam. As interações amorosas, carinhos, chamegos, beijos apaixonados, e até mesmo uma relação sexual (se a bolsa amniótica ainda não tiver rompido), são muito bem-vindas, pois iniciam o trabalho de liberação de ocitocina, o hormônio do prazer, que é tão importante durante o TP.

Quando a gestante passa a sentir contrações mais próximas umas das outras, de 6 em 6 ou 5 em 5 minutos de intervalo (mais ou menos 5cm de dilatação), ela entra na chamada fase ativa do trabalho de parto.

Uma coisa relatada por muitas mulheres nesse momento é um pico de energia inexplicável. Algumas sentem uma vontade louca de andar, correr, pular, outras ligam o “modo faxina” e limpam tudo, organizam a casa, as roupinhas do bebê, a bagagem da maternidade… É interessante observar que, nessa hora, geralmente é recomendado que a gestante tente descansar, dormir um pouco, para guardar forças para os momentos mais cansativos do parto, sendo que, na maioria dos casos, é o que ela MENOS quer fazer!

Apresento abaixo algumas dicas do que fazer nessa fase do trabalho de parto:
1. Siga seu coração. Deixe a felicidade entrar e desligue o racional. Não crie expectativas de que o trabalho de parto irá chegar logo, brinque de fingir que não vai entrar em trabalho de parto, porque assim a ansiedade diminui.
2. Desligue, também, o celular. Pare de dar satisfação às pessoas que, ansiosamente, aguardam a chegada do seu bebê. Ele precisa muito de você neste momento de passagem, que está se aproximando. Os outros podem (e devem) esperar.
3. Faça alguma coisa que te dê prazer e relaxamento. Entrar em conexão com o homem que você ama, se sentir amada, querida, sentir prazer e liberar OCITOCINA é excelente para entrar num trabalho de parto plena.
4. Descanse! Se você estiver cansada, precisa recuperar energias para gastar no trabalho de parto. Diminua a luminosidade e os estímulos, deite, coloque uma música relaxante.
5. Um banho morno pode ser analgésico
6. Chore. Deixe as lágrimas rolarem. Sente na frente do espelho e conte para ele tudo o que te traz medo. Coloque para fora o que precisa sair, xingue quem você deseja xingar. Se possível, telefone para sua DOULA, marque um encontro e abra seu coração. O choro também estimula a liberação de OCITOCINA.
7. Festeje a chegada do seu bebê. Encare este momento com um momento de alegria, de celebração.

Referências:

 

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